segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Queremos trazer, neste espaço, um  dos mais importantes escritores brasileiros, que é Guimarães Rosa.
Sem dúvida, sua imaginação vai além das palavras e seu pensamento vai além da leitura.
Conheça algumas de suas principais frases:






www.google.com.br

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Poema de Manoel de Barros

Profe Flavia Ramos, em sua homenagem este poeta...

Nestes dias de final de ano, muitas reflexões vêm à nossa mente.
E nada melhor que encontrar um poema de  Manoel de Barros, para compartilhar nossos pensamentos!
 

Assim como este poema, é a leitura, propósito maior deste blog, algo inacabado, repleto de significações e intencionalidades

 Vale a pena lê-lo!

 

 Retrato do artista quando coisa

A maior riqueza
do homem
é sua incompletude.
Nesse ponto
sou abastado.
Palavras que me aceitam
como sou
— eu não aceito.
Não aguento ser apenas
um sujeito que abre
portas, que puxa
válvulas, que olha o
relógio, que compra pão
às 6 da tarde, que vai
lá fora, que aponta lápis,
que vê a uva etc. etc.
Perdoai. Mas eu
preciso ser Outros.
Eu penso
renovar o homem
usando borboletas.

http://www.revistabula.com/2680-os-10-melhores-poemas-de-manoel-de-barros/

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Versos-síntese




Imagem disponível em: www.google.com.br



Ler é...

construir sentido,
 criar interpretações
voar nos pensamentos
resgatar emoções

Ler é...
enxergar com outros olhos
pensar além das palavras
buscar novos caminhos
entender o que não foi dito

Ler é....
experienciar o que o outro diz
 preencher as minhas lacunas
abrir janelas e seguir escolhas

Ler é...
 alcançar autonomia
e exercer cidadania.


Carla, Rúbia e Sirley

Ler é Experienciar


“Ler é inteirar-se de outras proposições,

é confrontar-se com outros destinos,

é transformar-se a partir da experiência

vivenciada pelo outro e referendada

pelo fruidor. Existe, pois, ação educativa

maior do que esta de formar leitores?”

Bartolomeu Campos Queirós

CONSIDERAÇÕES FINAIS

  Em uma tarde chuvosa...após muitas discussões e estudos e mediadas pelas nossas professoras doutoras Carla e Claudia - UCS- reelaboramos o mapa conceitual final a partir das reflexões que tivemos frente as possibilidades de como o professor pode utilizar a leitura disponível na web para contribuir na formação leitora com vistas à construção de sentido.


MAPA CONCEITUAL INICIAL





MAPA CONCEITUAL ATUAL





       O primeiro passo para responder a pergunta "Como o professor pode utilizar a leitura disponível na web para contribuir na formação leitora com vistas à construção de sentido?" foi dado a partir do mapa conceitual inicial, no qual consideramos apenas a possibilidade da existência de relações entre o leitor, o professor e o ato de ler na web de forma simples. Com o avançar de nossos estudos pudemos aprofundar um pouco sobre essas relações até chegarmos ao que consideramos como a possibilidade de um mapa conceitual adequado ao momento da reflexão acerca do tema do blog. Chamamos apenas de mapa atual  e aberto devido ao tempo que tivemos para sua elaboração, mas que não é final e fechado para mudanças, reflexões e contribuições posteriores. 
      As relações que foram emergindo com o estudo e as reflexões a respeito dos conceitos que destacamos tornaram-se mais complexas e geradoras de novas possibilidades de considerações. O aluno, enquanto leitor, é mediado pelo professor que ao assumir este papel lhe possibilitará entrar em contato com conceitos pertinentes à atividade proposta em aula. Dessa forma, ele estará conduzindo o aluno no caminho de busca de conhecimento, mostrando-lhe o caminho principal enquanto o aluno, diante da web, abrirá as janelas que o hipertexto pode lhe oferecer a respeito do que o professor lhe propôs como atividade. É neste momento que o aluno torna-se autônomo, ele pode buscar o que ainda não sabe através do hipertexto, o que realmente lhe interessa, para que consiga construir sentido. (Visualize e vivencie a possibilidade que o hipertexto oferece para aprofundar o conceito de leitura e construção de sentido no link a seguir: http://www.leffa.pro.br/textos/trabalhos/perspec.pdf.) Essa dinâmica, parecida com os esquemas mentais que Soares (2002) observa de forma simples e brilhante, é o que vai fazer com que o aluno consiga realizar uma leitura em que acrescente o que ainda não sabe, modifique o que já conhece e assim, transforme um conceito pré-existente simples em um conceito melhor embasado, como o fizemos no decorrer das publicações de nosso blog. 
       A ideia à qual chegamos nesse momento foi conduzida exatamente como o mapa conceitual que consideramos final neste momento: cheio de ligações que se relacionam que interagem em caminhos de sentido duplo, uma leitura que interfere na construção de um conceito e um conceito que, ao ser lido e entendido, já modifica o próprio ato de ler! Assim esperamos que a proposta para as publicações feitas nesse blog possam ser úteis para quem o acessar, que nossas reflexões possibilitem outras considerações maiores a respeito da leitura na web com vistas à construção de sentido.

Carla Sasset, Rúbia Pinno e Sirley Morello.



domingo, 16 de novembro de 2014

Domingo


 http://www.poesiaspoemaseversos.com.br/carlos-drummond-de-andrade-poemas/#.VGiIbTTF-zE

Para iniciar o domingo

Drummond poetizando...
Instigando leitores...  
Enlevando a alma...











                                                                                    

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

LETRAMENTO DIGITAL, NOVA FORMA DE LEITURA.


          Após pensarmos sobre o conceito de leitura achamos que seria preciso compreender também a respeito do conceito de letramento digital. A escrita que trazemos foi fundamentada nas considerações feitas por Magda Soares no texto Novas práticas de leitura e escrita: Letramento na cibercultura*



Imagem 01 disponível em www.google.com.br

      O fato de nos deparamos com um novo suporte para leitura, o digital, nos remeteu à necessidade de buscar um entendimento do que significa esta nova prática usada pelos leitores. Por ser um hábito recente em nossa história, os estudos a respeito, os conceitos definidos a partir desta prática são também recentes e ainda em formação como Soares (2002) nos coloca em seu texto.A autora aborda o conceito de letramento considerando a sua pluralidade devido ao fato de que tanto na área das letras quanto na área da educação a introdução desses conceitos também foi feita há pouco tempo. Não temos ainda uma amplitude quanto ao conceito em si, mas considerações a respeito, diz a autora. Soares (2002, p. 144-145) apresenta, inicialmente, o que Kleiman e Tfouni entendem por letramento:

·    Kleiman (1995): letramento "são as práticas sociais de leitura e escrita e os eventos em que essas práticas são postas em ação, bem como as conseqüências delas sobre a sociedade".

·       Tfouni (1988): letramento são “as mudanças sociais e discursivas que ocorrem em uma sociedade quando ela se torna letrada”.

Soares (2002, p. 145) alega que as práticas sociais de leitura e de escrita constituem o núcleo do conceito de letramento e que ele vai além da alfabetização. A autora afirma ainda que: “esse texto fundamenta o conceito de leitura para além de tudo isso, o estado ou condição de quem exerce as práticas sociais de leitura e de escrita, de quem participa de eventos em que a escrita é parte integrante da interação entre pessoas e do processo de interpretação dessa interação – os eventos de letramento”.

Se o letramento, enquanto conceito de leitura significa mais do que o simples ato de decodificar, considerando a interação existente nas práticas sociais e suas consequências, o que deveríamos entender então por Letramento na cibercultura?

  É preciso refletir sobre as diferenças entre as novas práticas digitais de leitura e as práticas tradicionais. A primeira engloba todos os suportes disponíveis na atualidade como os smartphones,os  tablets, os computadores entre tantos outros aparelhos tecnológicos que disponibilizam a leitura no mundo cibernético. Já para a leitura feita dentro do que chamamos de práticas tradicionais temos toda a gama de material impresso como revistas, livros, jornais etc. Mas qual seria mesmo a diferença se o ato de ler é o mesmo, se o que muda é apenas o suporte? Na verdade, o letramento vai ser diferente para cada prática como Soares (2002, p. 148) afirma:

Para a análise das tecnologias tipográficas e digitais de leitura e escrita de textos e hipertextos, são aqui considerados os dois elementos mais relevantes de diferenciação entre elas: o espaço de escrita e os mecanismos de produção, reprodução e difusão da escrita.


   Por um lado o que o leitor faz ao abrir um livro é a leitura de algo pronto, acabado, definido pelo autor. Sua trajetória no ato de ler é linear, vai do início ao fim da escrita. Soares (2002) pontua que as relações entre escritor e leitor, entre o autor e o texto, e entre o leitor e o texto são marcadas por uma linearidade que dá ao escritor o controle de limitar a interpretação de sua obra.  O autor de uma escrita cria e delimita o percurso do que oferece para ser lido. Essa peculiaridade da obra impressa vai se transformar quando o leitor passar a utilizar os meios digitais em suas leituras.  


Imagem 02 disponível em: www.google.com.br

    Assim, a mobilidade que um computador plugado na web oferece ao seu usuário é o que vai fazer a diferença entre ler um texto em um livro e ler uma escrita em um computador. Ao ser ligado, o computador abre uma janela que oferece ao leitor inúmeras possibilidades de textos alcançáveis ao click de um mouse. Soares (2002, p. 150) acredita que

 O texto no papel é escrito e é lido linearmente, seqüencialmente – da esquerda para a direita, de cima para baixo, uma página após a outra; o texto na tela – o hipertexto – é escrito e é lido de forma multilinear, multi-seqüencial, acionando-se links ou nós que vão trazendo telas numa multiplicidade de possibilidades, sem que haja uma ordem predefinida.

Essa nova forma de interação entre leitor e texto é o que vai configurar o letramento digital. Nesta nova modalidade de leitura o processo cognitivo que o indivíduo realiza fica mais próximo dos esquemas mentais realizados pelo ser humano, algo que não é linear, que é buscado através dos recursos disponíveis como os hipertextos, as imagens, os vídeos relacionados ao texto lido pelo usuário.

Se pensarmos bem, qual seria mesmo a diferença de ler um texto em um suporte impresso e ler em um suporte digital? A diferença seria o formato em si e a experiencia resultante de cada letramento, pois cada um deles proporciona ao leitor uma experiência com características próprias. Se na evolução da sociedade nos deparamos com o surgimento do texto no suporte digital, certamente iremos nos deparar com outra forma de leitura, uma forma de letramento compatível com os recursos que cada suporte nos oferece. A consideração final de Soares (2002, p. 152) sobre o que devemos observar nessa nova modalidade de letramento é a seguinte: “a tela como espaço de escrita e de leitura traz não apenas novas formas de acesso à informação, mas também novos processos cognitivos, novas formas de conhecimento, novas maneiras de ler e de escrever, enfim, um novo letramento, isto é, um novo estado ou condição para aqueles que exercem práticas de escrita e de leitura na tela.”. Ela acredita que o letramento seja um fenômeno “plural, historicamente e contemporaneamente: diferentes letramentos ao longo do tempo, diferentes letramentos no nosso tempo.” (Soares, 2002, p. 156).

 Postagem de Carla, Rúbia e Sirley.

REFERÊNCIAS

*SOARES, Magda. Novas práticas de leitura e escrita: Letramento na cibercultura. In: Educ. Soc., Campinas, vol. 23, n. 81, p. 143-160, dez. 2002 143


Imagem 01:

Imagem 02:

Ler além das palavras

Pensando um pouco sobre  o título deste blog..

Observe a imagem abaixo:


https://www.google.com.br/search?q=historias+que+contam&biw=1366&bih=673&source=lnms&tbm=isch&sa=
X&ei=UdRkVPThMIqjNrbVgdAJ&ved=0CAcQ_AUoAg#tbm=isch&q=ler+al%C3%A9m+das+palavras&imgd
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Quando olhamos a imagem acima,
não precisamos de nenhuma palavra escrita
para entendermos tudo aquilo que ela nos representa.
O não dito, por escrito, é entendido e compreendido
 por meio das impressões e sensações  que atribuímos a essa imagem.
E é isso que representa o título deste blog,
Ler além das palavras é buscar sentido 
em tudo o que nos move e nos conduz a práticas de leituras.
E é sob esse olhar voltado à leitura como construção de sentido,
que direcionaremos nossas produções neste blog.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Hipertexto: uma rede de leituras


Dando continuidade às fundamentações teóricas relacionadas à leitura no contexto da web, achamos relevante evidenciar o conceito de hipertexto e sua contribuição para o processo de leitura compreensiva.

Falar em hipertexto no processo de leitura significa conceber uma forma de leitura não linear e hierarquizada, similar ao movimento do pensamento humano. (Pierre Lévy, 1993).

O hipertexto vai além do texto, possibilitando acesso ilimitado e instantâneo a outros textos, oferecendo ao leitor mais possibilidades e escolhas de leituras.

Nesse propósito, o texto, que é lido em uma tela interativa, não apresenta fronteiras, mas múltiplas possibilidades de interconexões. Portanto, sem limites de espaço para o acesso às informações.


Então podemos pensar que o hipertexto favorece a compreensão leitora do sujeito?

Sim, segundo Pierre Lévy (1993, 33), hipertexto
                                               

                                                “é um conjunto de nós ligados por conexões. Os nós podem ser palavras, páginas, imagens, gráficos, seqüências sonoras,
                                     documentos complexos que podem eles mesmos ser hipertextos. Os itens de  informação não são ligados linearmente, como em uma corda com nós,
 mas cada um deles, ou a sua maioria, estende suas conexões em estrela, de modo reticular”. 


Sendo assim, no momento da leitura de um hipertexto, várias associações cognitivas são estabelecidas, exigindo a postura de um leitor ativo e autônomo, com habilidades para determinar seu caminho, orientando, conduzindo e redefinindo suas leituras.


Dito isso, é possível entender que o processo de leitura de um hipertexto envolve estratégias de leitura e compreensão, que favorecem a construção de sentido do texto.

Nessa perspectiva de escolhas de leitura, Kleiman (2002) afirma que o ato de ler exige uma atividade de procura por parte do leitor, tanto de memória como de conhecimentos adquiridos, fato esse que contribui para a autonomia do sujeito.


Referências:

KLEIMAN, Ângela. Texto e leitor: Aspectos Cognitivos da Leitura. 8. ed.Campinas, SP: Pontes, 2002.


LÉVY, Pierre. As Tecnologias da Inteligência: O Futuro do Pensamento na Era da Informática. Tradução de Carlos Irineu da Costa. Rio de Janeiro: Editora 34, 1993.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

IMPORTÂNCIA DO ATO DE LER!


Agora você, leitor, irá acompanhar o vídeo  de um dos maiores pensadores da Educação, o professor Paulo Freire, que, de uma forma simples e comunicativa, aborda a questão da leitura como processo inerente ao  ser humano. 
Você irá perceber que Paulo Freire concebe a leitura como um ato que contempla muito mais do que a decodificação de palavras, mas sim uma  leitura de mundo, repleta de significação e sentido.

Além disso, Paulo Freire traz muito a importância de o professor ser um educador  mediador do conhecimento, cuja prática docente encontra-se fundamentada no diálogo e na autonomia do sujeito.

Este vídeo respalda os conceitos de leitura e mediação nos quais  acreditamos, cujas fundamentações teóricas mais detalhadas encontram-se no decorrer deste blog.

Convidamos vocês a assistirem este vídeo!



Carla Sasset, Rúbia Pinno e Sirley Cella


terça-feira, 21 de outubro de 2014

UM POUCO DE TEORIA!


Pensando em aprofundar os conceitos destacados no mapa conceitual, trazemos dois pressupostos teóricos que embasam cada um deles. 




Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiyWr4sQyJ7e8ChBFZ3zJ2zUKoZt2cKERPPX95JAlWQq656ButkO7U7lS56dDShIhKeIYTz9UvSpAWBDsjdbVIjcAnyEGdfyaObtHVgyAtbohSzDqtBjVUKN3y-uYWTvUe6NGXGbo-1_0G2/s1600/leitur5.jpg




LEITURA E CONSTRUÇÃO DE SENTIDO

           O conceito de leitura defendido por Alliende & Condemarín (1987, p. 17-18) parte da seguinte afirmação: “As pessoas que não lêem tendem a ser rígidas em suas idéias e ações e a conduzir suas vidas e trabalho pelo que se lhes transmite diretamente. A pessoa que lê abre seu mundo, pode receber informações e conhecimentos de outras pessoas de qualquer parte.”  Os autores defendem que a leitura de um texto escrito é o momento em que o indivíduo pode exercitar a sua capacidade criativa, pois se utiliza da abstração, do estímulo de sua imaginação para compreender o que lê, ao passo que no meio audiovisual o contato com a informação torna o indivíduo um sujeito passivo na construção do conhecimento sobre o assunto que estiver sendo apresentado. O indivíduo, como leitor, é mais privilegiado quanto à possibilidade de utilizar os seus próprios códigos interpretativos que compreendem o aspecto linguístico e seu conhecimento de mundo para construir uma conclusão sobre o que estiver lendo.


             Sendo assim, ler representa uma modalidade discursiva da língua, que se faz presente em todas as etapas da escolarização e ao longo da vida, em diferentes graus de complexidade. Sendo assim, a linguagem é muito mais que um instrumento ou ferramenta de comunicação, ela é um dos domínios fundamentais para a construção do conhecimento e da cidadania.


            Alliende & Condemarín (1987) esclarecem que falar em leitura é falar em compreensão de sentido, pois


Toda leitura, propriamente dita, é pois compreensiva. Aprender a ler é aprender a compreender textos escritos. (A decodificação é somente uma base inicial necessária). Desse modo, uma pessoa aprende a ler só quando é capaz de compreender uma grande variedade de textos escritos, e, em particular, aqueles que são necessários ao seu desenvolvimento pessoal e social. (ALLIENDE & CONDEMARÌN, 1987, p.26)




            Kleiman (2013, p. 13 e 7) considera a leitura como “uma prática social que remete a outros textos e outras leituras”, ou seja, quando um texto é lido, “colocamos em ação todo o nosso sistema de valores, crenças e atitudes que refletem o grupo social em que se deu nossa sociabilização primária, o grupo em que fomos criados”. Defende que “O ensino de leitura é fundamental para dar solução a problemas relacionados ao pouco aproveitamento escolar: ao fracasso na formação de leitores podemos atribuir o fracasso geral do aluno no primeiro e segundo graus.”. A autora mostra que a leitura deve ter, na escola, uma abordagem que leva em conta a construção do sentido no texto e considera o ensino dos aspectos globais do texto, sua estrutura, ou seja, seu aspecto linguístico assim como a intencionalidade do autor.
          Dessa forma, a autora acredita ser possível, para o aluno, construir uma leitura com sentido se o professor enfatizar que é na estrutura do texto que se pode: “depreender o tema; construir relações lógicas e temporais; construir categorias superestruturais ou ligadas ao gênero; perceber relações de hierarquização entre as diversas informações veiculadas (por exemplo, ideia principal versus detalhe).” (Kleiman, 2013, p.130). Essa estratégia é necessária para que se perceba “o todo com base nas partes, de construir relações globais a partir de pistas locais” (Kleiman, 2013, p. 131), de modo que ele consiga desenvolver a capacidade de enxergar que o autor se utiliza desses recursos da língua como uma ferramenta para expor suas ideias em um discurso escrito.


Carla Sasset, Rúbia Pinno e Sirley Cella.

Referências

ALLIEND, Felipe e CONDEMARÍN, Mabel. A Leitura: teoria, avaliação e desenvolvimento. Porto Alegre, RS: Artes Médicas, 1987.

KLEIMAN, Angela. Leitura: ensino e pesquisa. 2ª ed., Campinas, SP: Pontes, 1996.





O LEITOR CONTEMPORÂNEO, A LEITURA E SUA FUNÇÃO SOCIAL. 

            O momento contemporâneo contempla os leitores que navegam, se conectam e se inter-relacionam com uma multiplicidade de gêneros textuais. A oferta de todo tipo de texto, disponível nos ambientes virtuais permite ao leitor fazer escolhas sobre o teor de sua leitura.
            Considerando as inúmeras possibilidades de leitura e focando à priori a leitura na Web trazemos para discussão o papel a ser desempenhado pelo professor para contribuir na formação leitora com vistas à construção de sentido?
            O conceito de leitor parece implicar num primeiro momento para elucidar de quem estamos falando. Trazendo Santaella (2014, s/p) a qual entende o leitor contemporâneo como leitor ubíquo, àquele que tem a capacidade de “[...] ler e transitar entre formas, volumes, massas, interações de forças, movimentos, direções, traços, cores, luzes que se acendem e se apagam [...]”. Além disso, tem seus horizontes de leitura expandidos porque “[...] pode penetrar no ciberespaço informacional, assim ou como pode conversar silenciosamente com alguém ou um grupo de pessoas a vinte centímetros ou a continentes de distância”, pensamos estar diante de um leitor configurado por um novo perfil.
            Em frente à configuração de um novo leitor, às mais diversas modalidades textuais e a uma nova dinâmica de leitura carece ao professor o entendimento de novos conceitos, de novas articulações mediativas de leitura, de novos métodos de aula que propiciem, além do prazer, uma leitura que constrói significado, que exerce a função social da língua, ou seja, que possa ser usada em sociedade permitindo escolhas individuais e coletivas que sirvam para o bem de todos.
            Ensinar sob a perspectiva do letramento é fazer uso da leitura para práticas sociais estabelecendo conexões do que se apreende na escola com as situações vividas, nesse sentido, sabedores de que a tela do computador contempla além da leitura de informações e constitui a possibilidade da construção de novos processos cognitivos, novas maneiras de leitura e escrita, nova forma de interação, uma nova condição de aprendizagem é possível perceber que estabelecer um link entre as leituras virtuais e os conceitos a serem desenvolvidos nos currículos das disciplinas escolares configura-se em uma nova modalidade de prática de ensino que permeia o uso das mídias e tecnologias a favor da elaboração de novo conhecimento.
            Abrir espaço para a leitura da web nos espaços escolares, mesclar os vários gêneros textuais, os hipertextos e constituir-se como o mediador das elaborações conceituais efetivadas pelos educandos configura o perfil de um professor receptivo ao atual, ao contemporâneo, ao universo midiático.
           
Carla Sasset, Rúbia Pinno e Sirley Morello Cella
           

SANTAELLA, Lucia. Desafios da ubiquidade para a educação. Disponível online em: <http://www.revistaensinosuperior.gr.unicamp.br/artigos/desafios-da-ubiquidade-para-a-educacao
 Acesso em: 15 de outubro 2014. As 14h09min.



           
           

           


quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Utopias




DAS UTOPIAS

“Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos, se não fora
A presença distante das estrelas!”










quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Mapa conceitual

Este mapa conceitual é o primeiro passo para reflexão de algumas certezas e dúvidas que temos sobre a possibilidade de como o professor pode utilizar a leitura disponível na web para contribuir na formação leitora com vistas à construção de sentido?




Para início de leitura...


"Poesia é voar fora da asa."


Manoel de Barros