sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Hipertexto: uma rede de leituras


Dando continuidade às fundamentações teóricas relacionadas à leitura no contexto da web, achamos relevante evidenciar o conceito de hipertexto e sua contribuição para o processo de leitura compreensiva.

Falar em hipertexto no processo de leitura significa conceber uma forma de leitura não linear e hierarquizada, similar ao movimento do pensamento humano. (Pierre Lévy, 1993).

O hipertexto vai além do texto, possibilitando acesso ilimitado e instantâneo a outros textos, oferecendo ao leitor mais possibilidades e escolhas de leituras.

Nesse propósito, o texto, que é lido em uma tela interativa, não apresenta fronteiras, mas múltiplas possibilidades de interconexões. Portanto, sem limites de espaço para o acesso às informações.


Então podemos pensar que o hipertexto favorece a compreensão leitora do sujeito?

Sim, segundo Pierre Lévy (1993, 33), hipertexto
                                               

                                                “é um conjunto de nós ligados por conexões. Os nós podem ser palavras, páginas, imagens, gráficos, seqüências sonoras,
                                     documentos complexos que podem eles mesmos ser hipertextos. Os itens de  informação não são ligados linearmente, como em uma corda com nós,
 mas cada um deles, ou a sua maioria, estende suas conexões em estrela, de modo reticular”. 


Sendo assim, no momento da leitura de um hipertexto, várias associações cognitivas são estabelecidas, exigindo a postura de um leitor ativo e autônomo, com habilidades para determinar seu caminho, orientando, conduzindo e redefinindo suas leituras.


Dito isso, é possível entender que o processo de leitura de um hipertexto envolve estratégias de leitura e compreensão, que favorecem a construção de sentido do texto.

Nessa perspectiva de escolhas de leitura, Kleiman (2002) afirma que o ato de ler exige uma atividade de procura por parte do leitor, tanto de memória como de conhecimentos adquiridos, fato esse que contribui para a autonomia do sujeito.


Referências:

KLEIMAN, Ângela. Texto e leitor: Aspectos Cognitivos da Leitura. 8. ed.Campinas, SP: Pontes, 2002.


LÉVY, Pierre. As Tecnologias da Inteligência: O Futuro do Pensamento na Era da Informática. Tradução de Carlos Irineu da Costa. Rio de Janeiro: Editora 34, 1993.

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