Dando continuidade às fundamentações teóricas
relacionadas à leitura no contexto da web, achamos relevante
evidenciar o conceito de hipertexto e
sua contribuição para o processo de leitura compreensiva.
Falar em
hipertexto no processo de leitura significa conceber uma forma de leitura não linear
e hierarquizada, similar ao movimento do pensamento humano. (Pierre Lévy,
1993).
O hipertexto
vai além do texto, possibilitando acesso ilimitado e instantâneo a outros
textos, oferecendo ao leitor mais possibilidades e escolhas de leituras.
Nesse
propósito, o texto, que é lido em uma tela interativa, não apresenta
fronteiras, mas múltiplas possibilidades de interconexões. Portanto, sem limites
de espaço para o acesso às informações.
Então podemos pensar que o
hipertexto favorece a compreensão leitora do sujeito?
Sim, segundo Pierre Lévy (1993, 33), hipertexto
Dito isso, é possível entender que o processo de leitura de um hipertexto envolve estratégias de leitura e compreensão, que favorecem a construção de sentido do texto.
“é um conjunto de nós ligados por conexões. Os nós podem ser palavras, páginas, imagens, gráficos, seqüências sonoras,
documentos complexos que podem eles mesmos ser hipertextos. Os itens de informação não são ligados linearmente, como em uma corda com nós,
mas cada um deles, ou a sua maioria, estende suas conexões em estrela, de modo reticular”.
mas cada um deles, ou a sua maioria, estende suas conexões em estrela, de modo reticular”.
Sendo assim, no momento da leitura de um hipertexto, várias
associações cognitivas são estabelecidas, exigindo a postura de um leitor ativo e autônomo, com
habilidades para determinar seu caminho, orientando, conduzindo e redefinindo
suas leituras.
Nessa perspectiva de escolhas de leitura, Kleiman (2002) afirma que o
ato de ler exige uma atividade de procura por parte do leitor, tanto de memória
como de conhecimentos adquiridos, fato esse que contribui para a autonomia do sujeito.
Referências:
KLEIMAN, Ângela. Texto e leitor: Aspectos Cognitivos da Leitura. 8. ed.Campinas, SP: Pontes, 2002.
LÉVY, Pierre. As Tecnologias da Inteligência:
O Futuro do Pensamento na Era da Informática. Tradução de Carlos Irineu da
Costa. Rio de Janeiro: Editora 34, 1993.
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