terça-feira, 21 de outubro de 2014




O LEITOR CONTEMPORÂNEO, A LEITURA E SUA FUNÇÃO SOCIAL. 

            O momento contemporâneo contempla os leitores que navegam, se conectam e se inter-relacionam com uma multiplicidade de gêneros textuais. A oferta de todo tipo de texto, disponível nos ambientes virtuais permite ao leitor fazer escolhas sobre o teor de sua leitura.
            Considerando as inúmeras possibilidades de leitura e focando à priori a leitura na Web trazemos para discussão o papel a ser desempenhado pelo professor para contribuir na formação leitora com vistas à construção de sentido?
            O conceito de leitor parece implicar num primeiro momento para elucidar de quem estamos falando. Trazendo Santaella (2014, s/p) a qual entende o leitor contemporâneo como leitor ubíquo, àquele que tem a capacidade de “[...] ler e transitar entre formas, volumes, massas, interações de forças, movimentos, direções, traços, cores, luzes que se acendem e se apagam [...]”. Além disso, tem seus horizontes de leitura expandidos porque “[...] pode penetrar no ciberespaço informacional, assim ou como pode conversar silenciosamente com alguém ou um grupo de pessoas a vinte centímetros ou a continentes de distância”, pensamos estar diante de um leitor configurado por um novo perfil.
            Em frente à configuração de um novo leitor, às mais diversas modalidades textuais e a uma nova dinâmica de leitura carece ao professor o entendimento de novos conceitos, de novas articulações mediativas de leitura, de novos métodos de aula que propiciem, além do prazer, uma leitura que constrói significado, que exerce a função social da língua, ou seja, que possa ser usada em sociedade permitindo escolhas individuais e coletivas que sirvam para o bem de todos.
            Ensinar sob a perspectiva do letramento é fazer uso da leitura para práticas sociais estabelecendo conexões do que se apreende na escola com as situações vividas, nesse sentido, sabedores de que a tela do computador contempla além da leitura de informações e constitui a possibilidade da construção de novos processos cognitivos, novas maneiras de leitura e escrita, nova forma de interação, uma nova condição de aprendizagem é possível perceber que estabelecer um link entre as leituras virtuais e os conceitos a serem desenvolvidos nos currículos das disciplinas escolares configura-se em uma nova modalidade de prática de ensino que permeia o uso das mídias e tecnologias a favor da elaboração de novo conhecimento.
            Abrir espaço para a leitura da web nos espaços escolares, mesclar os vários gêneros textuais, os hipertextos e constituir-se como o mediador das elaborações conceituais efetivadas pelos educandos configura o perfil de um professor receptivo ao atual, ao contemporâneo, ao universo midiático.
           
Carla Sasset, Rúbia Pinno e Sirley Morello Cella
           

SANTAELLA, Lucia. Desafios da ubiquidade para a educação. Disponível online em: <http://www.revistaensinosuperior.gr.unicamp.br/artigos/desafios-da-ubiquidade-para-a-educacao
 Acesso em: 15 de outubro 2014. As 14h09min.



           
           

           


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