quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Versos-síntese




Imagem disponível em: www.google.com.br



Ler é...

construir sentido,
 criar interpretações
voar nos pensamentos
resgatar emoções

Ler é...
enxergar com outros olhos
pensar além das palavras
buscar novos caminhos
entender o que não foi dito

Ler é....
experienciar o que o outro diz
 preencher as minhas lacunas
abrir janelas e seguir escolhas

Ler é...
 alcançar autonomia
e exercer cidadania.


Carla, Rúbia e Sirley

Ler é Experienciar


“Ler é inteirar-se de outras proposições,

é confrontar-se com outros destinos,

é transformar-se a partir da experiência

vivenciada pelo outro e referendada

pelo fruidor. Existe, pois, ação educativa

maior do que esta de formar leitores?”

Bartolomeu Campos Queirós

CONSIDERAÇÕES FINAIS

  Em uma tarde chuvosa...após muitas discussões e estudos e mediadas pelas nossas professoras doutoras Carla e Claudia - UCS- reelaboramos o mapa conceitual final a partir das reflexões que tivemos frente as possibilidades de como o professor pode utilizar a leitura disponível na web para contribuir na formação leitora com vistas à construção de sentido.


MAPA CONCEITUAL INICIAL





MAPA CONCEITUAL ATUAL





       O primeiro passo para responder a pergunta "Como o professor pode utilizar a leitura disponível na web para contribuir na formação leitora com vistas à construção de sentido?" foi dado a partir do mapa conceitual inicial, no qual consideramos apenas a possibilidade da existência de relações entre o leitor, o professor e o ato de ler na web de forma simples. Com o avançar de nossos estudos pudemos aprofundar um pouco sobre essas relações até chegarmos ao que consideramos como a possibilidade de um mapa conceitual adequado ao momento da reflexão acerca do tema do blog. Chamamos apenas de mapa atual  e aberto devido ao tempo que tivemos para sua elaboração, mas que não é final e fechado para mudanças, reflexões e contribuições posteriores. 
      As relações que foram emergindo com o estudo e as reflexões a respeito dos conceitos que destacamos tornaram-se mais complexas e geradoras de novas possibilidades de considerações. O aluno, enquanto leitor, é mediado pelo professor que ao assumir este papel lhe possibilitará entrar em contato com conceitos pertinentes à atividade proposta em aula. Dessa forma, ele estará conduzindo o aluno no caminho de busca de conhecimento, mostrando-lhe o caminho principal enquanto o aluno, diante da web, abrirá as janelas que o hipertexto pode lhe oferecer a respeito do que o professor lhe propôs como atividade. É neste momento que o aluno torna-se autônomo, ele pode buscar o que ainda não sabe através do hipertexto, o que realmente lhe interessa, para que consiga construir sentido. (Visualize e vivencie a possibilidade que o hipertexto oferece para aprofundar o conceito de leitura e construção de sentido no link a seguir: http://www.leffa.pro.br/textos/trabalhos/perspec.pdf.) Essa dinâmica, parecida com os esquemas mentais que Soares (2002) observa de forma simples e brilhante, é o que vai fazer com que o aluno consiga realizar uma leitura em que acrescente o que ainda não sabe, modifique o que já conhece e assim, transforme um conceito pré-existente simples em um conceito melhor embasado, como o fizemos no decorrer das publicações de nosso blog. 
       A ideia à qual chegamos nesse momento foi conduzida exatamente como o mapa conceitual que consideramos final neste momento: cheio de ligações que se relacionam que interagem em caminhos de sentido duplo, uma leitura que interfere na construção de um conceito e um conceito que, ao ser lido e entendido, já modifica o próprio ato de ler! Assim esperamos que a proposta para as publicações feitas nesse blog possam ser úteis para quem o acessar, que nossas reflexões possibilitem outras considerações maiores a respeito da leitura na web com vistas à construção de sentido.

Carla Sasset, Rúbia Pinno e Sirley Morello.



domingo, 16 de novembro de 2014

Domingo


 http://www.poesiaspoemaseversos.com.br/carlos-drummond-de-andrade-poemas/#.VGiIbTTF-zE

Para iniciar o domingo

Drummond poetizando...
Instigando leitores...  
Enlevando a alma...











                                                                                    

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

LETRAMENTO DIGITAL, NOVA FORMA DE LEITURA.


          Após pensarmos sobre o conceito de leitura achamos que seria preciso compreender também a respeito do conceito de letramento digital. A escrita que trazemos foi fundamentada nas considerações feitas por Magda Soares no texto Novas práticas de leitura e escrita: Letramento na cibercultura*



Imagem 01 disponível em www.google.com.br

      O fato de nos deparamos com um novo suporte para leitura, o digital, nos remeteu à necessidade de buscar um entendimento do que significa esta nova prática usada pelos leitores. Por ser um hábito recente em nossa história, os estudos a respeito, os conceitos definidos a partir desta prática são também recentes e ainda em formação como Soares (2002) nos coloca em seu texto.A autora aborda o conceito de letramento considerando a sua pluralidade devido ao fato de que tanto na área das letras quanto na área da educação a introdução desses conceitos também foi feita há pouco tempo. Não temos ainda uma amplitude quanto ao conceito em si, mas considerações a respeito, diz a autora. Soares (2002, p. 144-145) apresenta, inicialmente, o que Kleiman e Tfouni entendem por letramento:

·    Kleiman (1995): letramento "são as práticas sociais de leitura e escrita e os eventos em que essas práticas são postas em ação, bem como as conseqüências delas sobre a sociedade".

·       Tfouni (1988): letramento são “as mudanças sociais e discursivas que ocorrem em uma sociedade quando ela se torna letrada”.

Soares (2002, p. 145) alega que as práticas sociais de leitura e de escrita constituem o núcleo do conceito de letramento e que ele vai além da alfabetização. A autora afirma ainda que: “esse texto fundamenta o conceito de leitura para além de tudo isso, o estado ou condição de quem exerce as práticas sociais de leitura e de escrita, de quem participa de eventos em que a escrita é parte integrante da interação entre pessoas e do processo de interpretação dessa interação – os eventos de letramento”.

Se o letramento, enquanto conceito de leitura significa mais do que o simples ato de decodificar, considerando a interação existente nas práticas sociais e suas consequências, o que deveríamos entender então por Letramento na cibercultura?

  É preciso refletir sobre as diferenças entre as novas práticas digitais de leitura e as práticas tradicionais. A primeira engloba todos os suportes disponíveis na atualidade como os smartphones,os  tablets, os computadores entre tantos outros aparelhos tecnológicos que disponibilizam a leitura no mundo cibernético. Já para a leitura feita dentro do que chamamos de práticas tradicionais temos toda a gama de material impresso como revistas, livros, jornais etc. Mas qual seria mesmo a diferença se o ato de ler é o mesmo, se o que muda é apenas o suporte? Na verdade, o letramento vai ser diferente para cada prática como Soares (2002, p. 148) afirma:

Para a análise das tecnologias tipográficas e digitais de leitura e escrita de textos e hipertextos, são aqui considerados os dois elementos mais relevantes de diferenciação entre elas: o espaço de escrita e os mecanismos de produção, reprodução e difusão da escrita.


   Por um lado o que o leitor faz ao abrir um livro é a leitura de algo pronto, acabado, definido pelo autor. Sua trajetória no ato de ler é linear, vai do início ao fim da escrita. Soares (2002) pontua que as relações entre escritor e leitor, entre o autor e o texto, e entre o leitor e o texto são marcadas por uma linearidade que dá ao escritor o controle de limitar a interpretação de sua obra.  O autor de uma escrita cria e delimita o percurso do que oferece para ser lido. Essa peculiaridade da obra impressa vai se transformar quando o leitor passar a utilizar os meios digitais em suas leituras.  


Imagem 02 disponível em: www.google.com.br

    Assim, a mobilidade que um computador plugado na web oferece ao seu usuário é o que vai fazer a diferença entre ler um texto em um livro e ler uma escrita em um computador. Ao ser ligado, o computador abre uma janela que oferece ao leitor inúmeras possibilidades de textos alcançáveis ao click de um mouse. Soares (2002, p. 150) acredita que

 O texto no papel é escrito e é lido linearmente, seqüencialmente – da esquerda para a direita, de cima para baixo, uma página após a outra; o texto na tela – o hipertexto – é escrito e é lido de forma multilinear, multi-seqüencial, acionando-se links ou nós que vão trazendo telas numa multiplicidade de possibilidades, sem que haja uma ordem predefinida.

Essa nova forma de interação entre leitor e texto é o que vai configurar o letramento digital. Nesta nova modalidade de leitura o processo cognitivo que o indivíduo realiza fica mais próximo dos esquemas mentais realizados pelo ser humano, algo que não é linear, que é buscado através dos recursos disponíveis como os hipertextos, as imagens, os vídeos relacionados ao texto lido pelo usuário.

Se pensarmos bem, qual seria mesmo a diferença de ler um texto em um suporte impresso e ler em um suporte digital? A diferença seria o formato em si e a experiencia resultante de cada letramento, pois cada um deles proporciona ao leitor uma experiência com características próprias. Se na evolução da sociedade nos deparamos com o surgimento do texto no suporte digital, certamente iremos nos deparar com outra forma de leitura, uma forma de letramento compatível com os recursos que cada suporte nos oferece. A consideração final de Soares (2002, p. 152) sobre o que devemos observar nessa nova modalidade de letramento é a seguinte: “a tela como espaço de escrita e de leitura traz não apenas novas formas de acesso à informação, mas também novos processos cognitivos, novas formas de conhecimento, novas maneiras de ler e de escrever, enfim, um novo letramento, isto é, um novo estado ou condição para aqueles que exercem práticas de escrita e de leitura na tela.”. Ela acredita que o letramento seja um fenômeno “plural, historicamente e contemporaneamente: diferentes letramentos ao longo do tempo, diferentes letramentos no nosso tempo.” (Soares, 2002, p. 156).

 Postagem de Carla, Rúbia e Sirley.

REFERÊNCIAS

*SOARES, Magda. Novas práticas de leitura e escrita: Letramento na cibercultura. In: Educ. Soc., Campinas, vol. 23, n. 81, p. 143-160, dez. 2002 143


Imagem 01:

Imagem 02:

Ler além das palavras

Pensando um pouco sobre  o título deste blog..

Observe a imagem abaixo:


https://www.google.com.br/search?q=historias+que+contam&biw=1366&bih=673&source=lnms&tbm=isch&sa=
X&ei=UdRkVPThMIqjNrbVgdAJ&ved=0CAcQ_AUoAg#tbm=isch&q=ler+al%C3%A9m+das+palavras&imgd
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Quando olhamos a imagem acima,
não precisamos de nenhuma palavra escrita
para entendermos tudo aquilo que ela nos representa.
O não dito, por escrito, é entendido e compreendido
 por meio das impressões e sensações  que atribuímos a essa imagem.
E é isso que representa o título deste blog,
Ler além das palavras é buscar sentido 
em tudo o que nos move e nos conduz a práticas de leituras.
E é sob esse olhar voltado à leitura como construção de sentido,
que direcionaremos nossas produções neste blog.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Hipertexto: uma rede de leituras


Dando continuidade às fundamentações teóricas relacionadas à leitura no contexto da web, achamos relevante evidenciar o conceito de hipertexto e sua contribuição para o processo de leitura compreensiva.

Falar em hipertexto no processo de leitura significa conceber uma forma de leitura não linear e hierarquizada, similar ao movimento do pensamento humano. (Pierre Lévy, 1993).

O hipertexto vai além do texto, possibilitando acesso ilimitado e instantâneo a outros textos, oferecendo ao leitor mais possibilidades e escolhas de leituras.

Nesse propósito, o texto, que é lido em uma tela interativa, não apresenta fronteiras, mas múltiplas possibilidades de interconexões. Portanto, sem limites de espaço para o acesso às informações.


Então podemos pensar que o hipertexto favorece a compreensão leitora do sujeito?

Sim, segundo Pierre Lévy (1993, 33), hipertexto
                                               

                                                “é um conjunto de nós ligados por conexões. Os nós podem ser palavras, páginas, imagens, gráficos, seqüências sonoras,
                                     documentos complexos que podem eles mesmos ser hipertextos. Os itens de  informação não são ligados linearmente, como em uma corda com nós,
 mas cada um deles, ou a sua maioria, estende suas conexões em estrela, de modo reticular”. 


Sendo assim, no momento da leitura de um hipertexto, várias associações cognitivas são estabelecidas, exigindo a postura de um leitor ativo e autônomo, com habilidades para determinar seu caminho, orientando, conduzindo e redefinindo suas leituras.


Dito isso, é possível entender que o processo de leitura de um hipertexto envolve estratégias de leitura e compreensão, que favorecem a construção de sentido do texto.

Nessa perspectiva de escolhas de leitura, Kleiman (2002) afirma que o ato de ler exige uma atividade de procura por parte do leitor, tanto de memória como de conhecimentos adquiridos, fato esse que contribui para a autonomia do sujeito.


Referências:

KLEIMAN, Ângela. Texto e leitor: Aspectos Cognitivos da Leitura. 8. ed.Campinas, SP: Pontes, 2002.


LÉVY, Pierre. As Tecnologias da Inteligência: O Futuro do Pensamento na Era da Informática. Tradução de Carlos Irineu da Costa. Rio de Janeiro: Editora 34, 1993.